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| Rua João Gonçalves. Asfalto some no barro; |
À beira do caos Bairro Moreiras pede socorro. Barro,
ruas semidestruídas, lama, esgoto jorrando pela tampa de um bueiro, moradores
quase ilhados em suas casas. Uma antiga ponte prestes a cair e uma outra nova
que nunca fica pronta. Revoltados moradores esperam por solução da prefeitura,
que iniciou obras a mais de três meses, não
consegue terminar e os problemas só aumentam.
Três
meses após o início da implantação de tubulação para o escoamento da água
pluvial e da nova ponte de pedestres, além da falta de manutenção das ruas de
terra, os moradores do Bairro dos Moreiras enfrentam uma situação bastante
complicada. Com as chuvas dos últimos quinze dias, barro, lama e até esgoto
estão presentes por vários pontos por onde as pessoas passam. Na Rua João
Gonçalves, a principal do bairro, o asfalto foi retirado em um trecho onde
foram colocados tubos destinados ao escoamento da água que cai do céu, e a
prefeitura não efetuou o reparo dos pontos onde a pavimentação foi retirada. O
resultado é um trecho de cem metros de barro no lugar do asfalto. Pouco mais
abaixo, já na Rua Célia Lopes Godinho, o problema fica muito mais grave.
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| Rua Célia Lopes Godinho: Lama dificulta tudo |
Próximo à trilha que dá acesso à ponte de pedestres, as
poças d’água e de esgoto residencial, em meio à lama tornam muito arriscada a
caminhada de quem pretende chegar ao outro lado do Rio Pirapora. Caminho
utilizado por centenas de moradores que saem dos Moreiras passam pelo Clube de
Campo, para cortar caminho para o centro da cidade pela Rua Saladino de Araújo
Leite, que contorna a Vila Olinda.
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| Ponte metálica prestes a cair |
São cerca de 50 lamacentos metros percorridos com muita
dificuldade, isto para uma pessoa que esteja em plenas condições físicas. Que
dizer do drama da professora que em 22 de fevereiro fraturou a perna ao
escorregar na calçada da Praça Coronel João Rosa e desse então utiliza uma
cadeira de rodas para se locomover? Ela mora na casa número 112 da Rua Célia
Lopes Godinho. Para chegar e sair de sua casa ela precisa ser carregada por seu
irmão para poder passar pelo barro. O pedreiro Pedro Filho Vieira Nascimento,
47 anos, que reside no imóvel ao lado com sua esposa reclama não só do estado
lastimável da rua, o problema maior é o esgoto que sai uma bueiro da Sabesp.
Segundo ele em dias de chuva mais intensa a água fétida, carregada de
excrementos humanos jorra pelas bordas da tampa tornando insuportável e nojento
conviver com tal sujeira. “Quando acontece isso enche de moscas na minha casa,
é um absurdo, e o pior é que nunca resolvem o problema”, reclama com total
razão o pedreiro. Ele afirma ainda que quando ocorre este transbordamento
funcionários da empresa vão ao local, desentopem os tubos, mas, não é dada uma
solução definitiva para a questão.
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| Frestas na ponte: risco de quedas |
Eliabe Diego do Prado, 25 anos, mora próximo ao rio e nos
contou que quando chove os veículos encalham bem na frente de sua casa, “nesta
segunda-feira (18) um caminhão encalhou na lama e deu muito trabalho para tirar
dali”, narra inconformado. Aliás, os problemas não param por aí! A alguns metros deste
local está a ponte que liga o Bairro dos Moreiras ao Olinda Country Club, que
cede uma área (servidão) para a passagem de pedestres. Em março a prefeitura
começou a fazer uma nova ponte, uma vez que a travessia das pessoas pela antiga
passarela de metal estava perigosa devido à corrosão do material. Uma nova
estrutura de concreto e madeira vem sendo construída desde então. Porém, nestes
mais de três meses a nova ponte não ficou pronta, o que vem trazendo muita
insatisfação a centenas de moradores do bairro, pois, a ponte antiga está cada
vez mais perigosa para quem a utiliza.
Uma mulher que pediu para não ser
identificada relata, “passo várias vezes por dia pela ponte, morro de medo de
cair de que ela desabe com a gente em cima, está muito perigoso isso, a
prefeitura não resolve nunca esta situação”. Outra questão são as frestas
existentes entre as tábuas que formam o piso da nova ponte representam outro
risco. Uma mulher que esteja usando um sapato de salto pode enroscar o calçado
nestes vãos e até mesmo sofrer uma fratura.
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| Valetas laterais: acidentes |
Ainda na Rua Célia Lopes Godinho, a cerca de 200 metros
dali, o perigo reside em duas enormes valetas que estão à margem da rua. “Quase
toda semana um carro cai num destes buracos, na semana passada foi um caminhão
que ficou com a roda dianteira na valeta, somente rebocando com outro caminhão
é que conseguimos tirar”, narra um homem que mora próximo do local.
Na Rua 11, a primeira para quem chega no bairro vindo da
Vila Quintino nos últimos dias até mesmo a pé está difícil de subir ou descer,
uma vez que a lama predomina na via por toda sua extensão, são mais de 500
metros com piso muito escorregadio. Ontem, 21, flagramos um carro descendo a
rua e percebemos a dificuldade do motorista em segurar seu veículo.
Na Rua 6 não é diferente. Valetas, buracos, lama e barro
levam os moradores ao desespero. Quando chove fica praticamente impossível
chegar ou sair de carro. “Já reclamamos várias vezes na prefeitura e eles não
fazem nada. Estão desprezando a gente porquê?”, reclama exaltada uma balconista
que mora nesta rua.
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| Subir ou descer a Rua 11 torna-se arriscada aventura |
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| Bueiros entupidos causam alagamentos |
A única rua asfaltada do bairro não está livre dos problemas. Buracos dificultam a vida dos motoristas que passam pelo local e na parte baixa desta via a enchurrada causa muito transtorno aos moradores. A força da água costuma trazer muita sujeira, barro e entulho para as casas.