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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pacientes de hemodiálise sofrem com descaso no transporte

Vídeo reportagem  - Afora o sofrimento advindo de suas enfermidades, alguns pacientes com insuficiência renal grave que precisam fazer hemodiálise três vezes por semana passam por situação no mínimo desumana. De todas as cidades cujos pacientes passam por hemodiálise em Sorocaba, somente o pessoal de Piedade não conta com carro exclusivo para este fim.
Exemplo deste descaso é o do senhor  Benedito Franco de Oliveira, 73 anos, morador de uma humilde residência na Avenida Tancredo Neves, Cotianos, hipertenso, tem parte de sua perna esquerda amputada em razão do diabetes. "Seu Tico" como é chamado por familiares e amigos, chega a desmaiar após algumas sessões. Este sofrimento poderia ser atenuado se o veículo que o transporta, juntamente com mais quatro pacientes e cinco acompanhantes (necessários para dar assistência ao enfermo), estivesse a disposição ao término da sessão de hemodiálise . Este processo leva cerca de quatro horas, tempo em que é feita a filtragem mecânica do sangue para pessoas que tem a função renal paralisada. Importante esclarecer que nosso organismo efetua este trabalho de filtragem durante as 24 horas, ou seja, ininterruptamente. Assim sendo o paciente após as sessões ficam bastante debilitados e seria preciso embarcar logo após passarem pelo procedimento. Porém, a mais de dois anos algumas destas pessoas têm que aguardar duas, três, às vezes quatro horas pelo ônibus que os trará de volta para Piedade, já que a hemodiálise é feita em hospitais de Sorocaba. 

A Prefeitura Municipal de Piedade, desde então, não disponibiliza um veículo exclusivo para o transporte dos pacientes com problemas renais crônicos, com isto, eles tem que aguardar pelo ônibus que volta de Itu e Salto com outros pacientes para então embarcar. Para piorar "Seu Tico" tem que caminhar cem metros usando muletas e aguardar sentado num ponto de ônibus, uma vez que o coletivo da Prefeitura de Piedade não pode entrar na rua do Hospital Leonor Mendes de Barros que é muito estreita. São horas de angústia, muito sofrimento e revolta por parte dos pacientes. Enquanto veículos da Diretoria Municipal de Saúde (em outros setores da administração pública municipal isto também acontece muito) utilizam carros para fins particulares, finalidades de caráter pessoal, que nada tem a ver com as funções voltadas à população. Talvez se houvesse mais controle e um uso mais racional destes veículos, os pacientes da hemodiálise e outras pessoas com doenças graves que necessitam de transporte, não passassem por tanto sofrimento e constrangimento em razão da falta de carros para transportá-los. Vale ressaltar que os pacientes renais crônicos tem garantido por lei o direito ao transporte para as sessões de hemodiálise exclusivo para eles. Assista a entrevista com "Seu Tico e sua esposa Dona Anésia e tire suas conclusões: