O homem capturado na tarde de hoje em Piedade fugiu de vários cercos policiais, inclusive, em um destes ocorrido a cerca de um mês, em Votorantim, numa ação que contou até mesmo com o helicóptero Águia da PM, ocasião em que o criminoso utilizou até mesmo um barco na fuga.
Amaro Fernandes Neto, 52 anos, conhecido como 'Bodão" foi preso por às 13h10min desta sexta-feira (18), no bairro Limal, zona rural de Piedade. Ele era considerado foragido do sistema prisional desde maio de 2006, quando participou de uma rebelião e fugiu da Penitenciária de Iaras (SP).
O Cabo Cruz e o Soldado Nunes obtiveram informação por meio de suas fontes, de que Amaro teria se mudado recentemente para o bairro Limal, em Piedade. Os PMs se dirigiram para aquela localidade rural e efetuaram a abordagem de maneira que o suspeito não tivesse como fugir, uma vez que o indivíduo já havia escapado de vários cercos policiais nos últimos anos.
Segundo as autoridades policiais, Amaro possui extensa ficha criminal, com registros de crimes com furto, roubo, associação criminosa, tráfico de drogas e por último foi condenado a mais de 11 anos e três meses de reclusão por sequestro e cárcere privado, condenação esta pela rebelião ocorrida em 2006. O foragido capturado foi conduzido à Delegacia de Polícia de Piedade e depois transferido pela Polícia Civil para uma unidade prisional da região.
Rebelião e fuga - De acordo com o processo criminal que culminou na condenação por sequestro e cárcere privado, os fatos se deram no início do mês de maio de 2006, na Penitenciária Orlando Brando Filinto, na cidade de Iaras, interior de São Paulo.
O motim de presos teve início durante a entrega de materiais para a confecção do bolo para comemoração do dia das mães. Agentes penitenciários foram rendidos por três detentos - um deles era Amaro - quando abriam o portão da gaiola para que os sentenciados pudessem conferir os objetos da entrega.
A partir daí deu-se início à desordem, outros presos passaram a atuar no motim e doze funcionários foram feitos reféns. A rebelião durou quase 20 horas e durante o tempo em que os detentos estiveram rebelados, os detentos se revezavam na guarda dos reféns, utilizando-se de facas artesanais que eram colocadas no corpo das vítimas.
Durante todo o tempo, os indiciados ainda ameaçavam as vítimas de morte e expunham as vítimas em cima da caixa d'água e do telhado da oficina por aproximadamente uma hora cada refém, os quais também permaneceram em cárcere privado, sofrendo agressões físicas, morais e psicológicas.
Por ocasião da rebelião, a Penitenciária de Iaras foi severamente depredada causando prejuízos ao Estado de São Paulo no montante de R$ 174.733,84, valor necessário para reconstruir o estabelecimento.

