JORNAL BOM DIA PIEDADE

Céu - Xavier - PAFE

GV VEÍCULOS

terça-feira, 5 de maio de 2020

Polícia Civil esclarece homicídio ao indiciar mãe e filho como culpados pela morte de jardineiro

Carlos Alberto Montanini, 54 anos, foi encontrado morto no chão de sua casa, no bairro dos Buenos, no início da noite de 10 de abril de 2020. O corpo apresentava sinais de violência e havia muito sangue entre a sala e a cozinha do imóvel onde o jardineiro morava há cerca de sete anos, com sua companheira, apontada como co-autora do homicídio.

Os vizinhos que acionaram a Polícia Militar, ou qualquer morador das imediações, não faziam ideia do que teria ocorrido na residência (toque aqui para acessar a reportagem). O casal estava junto desde 2009, onde moraram juntos, até que o jardineiro adquiriu a casa na zona rural de Piedade.

Na noite em que o cadáver foi localizado, a mulher não estava no local e alegou horas mais tarde que estava trabalhando, em outra cidade. O caso foi registrado como morte suspeita pela Polícia Civil.

Dois dias após a localização do cadáver, familiares estiveram na casa da vítima e encontraram uma 'tábua de carne', feita de madeira, no quintal da moradia. O utensílio de cozinha continha manchas de sangue e foi levado por uma filha do jardineiro à Delegacia de Polícia de Piedade, onde o artefato foi apreendido como parte do inquérito.

No dia 24 de abril, duas semanas após a constatação da morte do jardineiro, o relatório preliminar dos peritos da Polícia Técnico-Científica confirmou a tese dos investigadores da Polícia Civil de Piedade: Carlos Alberto Montanini havia sido morto ao ser golpeado na cabeça e no corpo por algum objeto contundente, agressões que causaram traumatismo cranioencefálico na vítima.


O homicídio estava confirmado e restava esclarecer quem e porque teria matado Montanini. A equipe de investigação da Delegacia de Piedade realizou diligências e nesta terça-feira, 5 de maio, ouviu a mulher de 53 anos de idade e o filho dela, respectivamente, a ex-companheira e o enteado da vítima.


A mulher disse aos policiais que desde 2013, quando ela e Carlos vieram morar em Piedade ele passou a sentir muito ciúme dela e que em algumas ocasiões a teria agredido física e verbalmente. No entanto, nunca registrou queixa das supostas agressões.


Segundo o depoimento da ex-companheira da vítima, no dia 21 de março, houve novo desentendimento entre o casal, ocasião em que ele teria quebrado o celular dela, novamente a teria agredido e ameaçado de morte.

No dia seguinte a mulher deixou a residência, pois, alegou que não podia conversar com ninguém e sequer podia sair de casa. Ela disse que pegou uma mochila com alguns pertences e seguiu a pé até a rodoviária de Piedade, onde embarcou num ônibus com destino a Sorocaba. Três dias depois de sair de casa, em 25 de março, ela registrou, na Delegacia de Defesa da Mulher daquela cidade, uma queixa da agressão recentemente sofrida.

Em 9 de abril, 13 dias após ter deixado a casa no bairro dos Buenos, a mulher volta ao local, acompanhada de seu filho, um ajudante geral de 34 anos, enteado do jardineiro. De acordo com relato de mãe e filho, inicialmente houve uma conversa cordial entre eles, contudo, logo houve desentendimento entre os dois homens e deu-se início a uma luta corporal.

Da sala a briga seguiu para a cozinha, onde o jardineiro acabou sendo golpeado com socos e em dado momento a mulher o teria atingido várias vezes com uma tábua de carne. Carlos ainda teria pedido desculpas à mulher, antes que ela e enteado deixassem o imóvel, abandonando-o gravemente ferido. No dia seguinte Montanini foi encontrado morto no chão da casa onde morou por sete anos.

Finalizado o depoimento, mãe e filho foram indiciados por homicídio e responderão ao processo em liberdade. Uma vez  finalizado o inquérito, o Delegado de Polícia de Piedade, Oscar Garcia Machado Júnior, deverá encaminhar o processo para o Ministério Público que poderá pedir a condenação dos dois acusados.

Fonte: Polícia Civil