Quem nos conta o ocorrido é Stephany Cristiane Rosa de Oliveira, 24 anos, moradora do Bairro Miguel Russo, a mãe de Maria Fernanda, 3 anos.
Segundo ela, na manhã daquele sábado, 18 de dezembro, somente ela e a garotinha de 3 anos de idade estavam em casa. A menina pediu bolacha para a mãe, o que foi feito, porém, pouco depois a menina não conseguia respirar, estava asfixiada.
A ação parecia ter funcionado, pois, a criança regurgitou o alimento, mas, Maria Fernanda estava fraca, "ela perdia o sentido e babava muito", relata Stephany, "então saí desesperada atrás de ajuda e fui até o serviço do meu esposo que fica perto de casa".
O casal e o avô paterno foram até à casa de uma enfermeira aposentada que reside no bairro, porém, não a encontraram. A família então seguiu rapidamente para a Santa Casa de Misericórdia de Piedade, contudo a condição de saúde da criança piorava, conta a mãe: "no meio do caminho ela se foi cada vez mais perdendo o sentido, soltava muita baba pela boca e estava muito mole".
O carro com a família se aproximava da Base Operacional da Polícia Rodoviária de Piedade, na SP-79. O pai da criança teve a ideia de pedir ajuda aos policiais, que são treinados para agir em casos de pessoas asfixiadas.
"Chegamos (à base) pedindo socorro pela vida da minha filha", relata Stephany, lá estavam os Cabos Paulino e Doni e o Soldado Assis.
Rapidamente os PMs passaram a fazer os procedimentos para reanimar a menina, no entanto, diante da gravidade da situação, os policiais colocaram mãe e filha na viatura e seguiram rapidamente para a Santa Casa local.
A menina foi atendida pela Pediatra Dra. Maria Lúcia. A médica constatou que a criança convulsionava, efetuou os devidos procedimentos e ministrou a medicação indicada para o quadro clínico da menina. Assim, pouco a pouco a menina recobrou a consciência, seu sinais vitais estabilizaram e, depois de algumas horas em observação e pode então voltar para casa.
"Hoje ela está bem, leva uma vida normal e está fazendo exames para uma avaliação médica", conta aliviada e agradecida Stephany. "Eu e minha família agradecemos muito pela atitude dos profissionais policiais, que nos deram total apoio, agiram com muito carinho pela nossa filha Maria Fernanda e à equipe médica que a atendeu", agradece enternecida a jovem.
Os dias foram se passando e, por uma série de motivos somente nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, os pais conseguiram reencontrar o Cabo Paulino e o Soldado Assis, na Base da Polícia Rodoviária. O Cabo Doni não estava de serviço nesta ocasião, por isto não aparece nas fotos desta reportagem, mas, o policial recebeu o carinho virtual da família.
A publicação deste caso, com este final feliz, se dá como forma de agradecimento por parte da família, que pediu ao Bom Dia Piedade que levasse ao público a abnegada e exemplar atuação dos Policiais Militares, bem como a eficiência da equipe médica da Santa Casa.
São momentos como estes que renovam nossas esperanças numa humanidade melhor e enternecem nossos corações.