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terça-feira, 2 de maio de 2023

AGROTURISMO EM PIEDADE - A junção de duas atividades que ajudam a mover a economia da cidade

Foto: https://www.instagram.com/explore/tags/nabagagemradical/

Por Beatriz Falcão, Laura Mazo e Livian Regaçoni - Entrevista feita por: Lais Castanho

“Piedade, bonita por natureza” é o slogan que o município localizado no alto da Serra de Paranapiacaba carrega. De um vasto território de 729 km², cerca de 92,6% da sua área pertence ao meio rural, e muito além de palco para belezas naturais, essa área é responsável por duas fontes de renda significativas para a cidade: a agricultura e o turismo.

A junção dessas duas práticas leva o nome de Agroturismo, vista com bons olhos como uma atividade de renda complementar do município, tanto pelo Secretário da Agricultura, Alberto Minoru Tsukamoto, quanto pelo Diretor do Turismo, Fernando da Silva Maciel. 

Foto: Reprodução/PMP
Piedade é essencialmente agrícola nas suas atividades econômicas e, através do turismo, é possível ampliar suas fontes de renda, ampliar suas captações, suas formas de receita”, explica Fernando. “Nesse contexto, é um destaque para a cidade a diversidade agrícola que nós temos, desde produção de folhagens e frutas consideradas exóticas, como caqui e a alcachofra, que tem um valor agregado muito bem-visto nessa questão do turismo e também favorece na divulgação do nome da cidade”.

Fernando conta que diversas propriedades realizavam eventos voltados a agricultura. “Porém, esse período de pandemia esfriou um pouco essa atividade na cidade e ela ainda não retomou totalmente”, relata o diretor do turismo, mas já é possível notar que as propriedades já estão reativando essa perspectiva do Agroturismo. “Recentemente, o Sítio Jupati fez o primeiro Festival do Morango Orgânico, isso demonstra que estão retomando, eu acredito que em 2023 a gente vai ter um número maior de propriedades aderindo a essa prática”.

Foto: Reprodução/PMP
O município, que já foi conhecido como Capital da Cebola, conta com uma grande variedade agrícola, atividade que representa cerca de 60% do PIB da cidade. “Éramos denominados como a Capital da Cebola porque tinham duas safras por ano aqui. Claro que temos outras culturas, mas o forte sempre foi a cebola, mas hoje não”, diz Alberto, e conta como de uns tempos para cá as coisas mudaram. “Depois do Mercosul, a qualidade da nossa cebola não era tão competitiva quanto a da Argentina, então começamos a perder o mercado, aí a mudança fez com que o pessoal começasse a diversificar e começasse a entrar na área de hortaliça e hortifrúti.  Enquanto a cebola pega uma comercialização praticamente de quase um ano, uma alface, por exemplo, no verão em 40/45 dias já está pronto para a comercialização, então ficou muito mais dinâmico”.

Foto: Reprodução/TV TEM
Além disso, o município também é contemplado por um clima e solo fértil que favorecem o plantio de produtos exóticos, como a alcachofra. A alcachofra é uma flor de origem mediterrânea pouco cultivada no Brasil e um destaque para Piedade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de São Paulo totaliza 80% da sua produção no país, graças ao município de Piedade, considerado o maior produtor da flor comestível, e seu cultivo se dá em pequenas propriedades

Piedade faz parte do que chamam de ‘cinturão verde’, isso se dá a sua participação no abastecimento de mercadorias para o Ceagesp, o maior centro de abastecimento do país, pelo menos 6% de toda a mercadoria vem da cidade. Alberto ressalta, “A nossa participação no Ceagesp em São Paulo é muito forte, muito conhecida, nós temos grande participação de mercadoria, pela diversificação dos nossos produtos, que são inúmeros. E temos também a parte de frutas, como o caqui, morango e a alcachofra também. A nossa agricultura é muito forte”.

Foto: @nabagagem.oficial
Para incentivar a prática de unir o turismo à agricultura, a Diretoria do Turismo, em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), oferece, gratuitamente, aos proprietários de terras a capacitação necessária para empreender através do curso Turismo Rural. "São nove meses de curso, que aborda uma série de questões: como se preparar, como desenvolver as atividades, como receber, como divulgar, enfim! Uma gama de conhecimento de empreendedorismo e uma riqueza de informações sobre estratégias de mercado voltado para a área do turismo", conta Fernando com orgulho. 

Para Alberto, esse é o papel de uma secretaria: "incentivar cada vez mais, fazer melhorias dentro do ponto de vista da agricultura para que eles tenham uma melhor qualidade de produto, uma melhor condição de preço. A nossa função, além disso, é procurar melhorar a qualidade e estrutura e priorizamos a agricultura familiar, os pequenos agricultores, pois os médios e os grandes já tem suporte e tem como ir pra frente, mas os pequenos sempre estão precisando de ajuda em algo, e é nosso dever ajudar".