O crime, que resultou em um prejuízo de R$ 1.200 via Pix, está sendo investigado pela Polícia Civil. A vítima relatou que na última segunda-feira, dia 15, recebeu uma mensagem no WhatsApp de um número com o código de área do Rio de Janeiro.
A pessoa se identificou como "Dr. Júlio", um suposto advogado do Procon, e disse que a ligação seria para cancelar descontos indevidos do INSS que estavam vinculados ao banco onde o aposentado recebe seu benefício.
A manobra do golpe
Após o primeiro contato, o suposto advogado transferiu a vítima para uma mulher, também através do mesmo número de WhatsApp. Ela, então, pediu ao idoso que enviasse uma foto de seu rosto para "dar prosseguimento" ao procedimento. A vítima, confiando nas informações, enviou uma foto de sua CNH e também o número do seu CNPJ.
Com as informações em mãos, a estelionatária orientou o aposentado a seguir com as instruções. Em seguida, sem o consentimento da vítima, foi gerado um Pix no valor de R$ 1.200, tendo a própria golpista como beneficiária. Percebendo a fraude, o aposentado procurou a Polícia Civil, que agora investiga o caso para identificar os responsáveis.
Alerta e recomendações
Este tipo de golpe é um lembrete importante sobre a necessidade de cautela ao lidar com contatos desconhecidos, especialmente aqueles que envolvem transações financeiras. O golpe da falsa central de atendimento é uma das maiores ameaças atualmente.
Autoridades e especialistas em segurança digital alertam para os seguintes pontos:
- Suspeite de contatos inesperados: Desconfie de qualquer ligação, mensagem ou e-mail de supostos representantes de órgãos públicos (como INSS ou Procon) ou bancos que solicitam dados pessoais, senhas ou informações bancárias.
- Verifique a autenticidade: O Procon e o INSS não fazem contato via WhatsApp para resolver pendências financeiras. Em caso de dúvida, desligue a chamada ou ignore a mensagem e procure o atendimento oficial do órgão ou da instituição financeira, seja por telefone, site ou presencialmente.
- Não compartilhe dados sensíveis: Jamais envie fotos de documentos como CNH, RG ou informações de cartões de crédito. Nenhuma instituição séria pede esses dados por aplicativos de mensagens.
- Não siga instruções de transações: Nenhum representante legítimo de banco ou órgão público pedirá que você realize um Pix, transferência ou qualquer outra operação financeira para "confirmar" dados ou "cancelar" débitos.
A Polícia Civil de Piedade reforça o pedido para que a população se mantenha atenta e denuncie casos semelhantes, pois o registro de ocorrências é fundamental para auxiliar nas investigações e combater esse tipo de crime.
