Com a temporada de inverno chegando ao fim, o saldo para os produtores de alface de São Paulo é vermelho. O resultado financeiro muito abaixo do ideal já impacta o planejamento da safra de verão 2025/26, que começa nos próximos dias com sinais claros de redução nos investimentos.
O principal vilão foi o excesso de oferta. O ganho de eficiência no campo, impulsionado por tecnologias como a hidroponia, manteve a produção alta demais para o consumo, travando as vendas e obrigando produtores a destruir (gradear) as roças.
Os números da momento:
Preço x Custo: A alface crespa está sendo vendida abaixo do custo há quase seis meses. Em Ibiúna, o produtor recebe em média R$ 0,69 por unidade, mas gasta R$ 1,00 para produzir.
Comparativo: Se 2024 já foi ruim (-5% de rentabilidade), 2025 está sendo drástico, com rentabilidade negativa de 32%.
A variedade americana foi a única a garantir alguma margem de lucro, mas, por ser um cultivo mais complexo e demorado, não foi capaz de cobrir o rombo deixado pela alface crespa.
