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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade |
O crônico perigo do trevo que interliga a rodovia SP-79 à via urbana Antonio Leite de Oliveira, conhecido popularmente como "Trevo da Usininha", foi palco de mais uma fatalidade no início da tarde desta quinta-feira (18/12).
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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade |
O acidente
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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade |
Vítimas e socorro
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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade, |
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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade |
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| Foto: Artesp Divulgação |
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| Foto: André Gomes - Bom Dia Piedade |
Caos no trânsito e indignação local
A rodovia SP-79 e a via Antonio Leite de Oliveira permaneceram interditadas em ambos os sentidos por mais de três horas, gerando longos congestionamentos e obrigando motoristas a buscarem rotas alternativas por dentro dos bairros.
Agentes da Defesa Civil de Piedade usaram uma máquina para remover a carga que caiu do caminhão e assim foi possível desobstruir a pista sentido Votorantim.
O acidente reacende o debate sobre a segurança no km 115,6 da SP-79. O trecho é marcado por uma descida íngreme de mais de dois quilômetros que culmina em curvas fechadas no trevo.
"O longo histórico de tragédias no local evidencia a urgência de uma alteração no traçado da rotatória", afirmam moradores e usuários frequentes da via.
A SP-79 é um corredor vital que liga as regiões de Sorocaba e Campinas à rodovia BR-116 (Régis Bittencourt), servindo como rota principal para o transporte de cargas entre o interior paulista e o Sul do país. Até o momento, a concessionária responsável não se pronunciou sobre projetos de melhorias imediatas para o trevo.
Tragédia no Trevo da Usininha exige ações imediatas da Concessionária
A cidade de Piedade chora, mais uma vez, uma morte evitável. O gravíssimo acidente ocorrido nesta quinta-feira (18/12), no KM 115,6 da rodovia SP-79, não é um fato isolado, mas o capítulo mais recente de um histórico de negligência estrutural que se arrasta por décadas.
A configuração atual do chamado "Trevo da Usininha" é um convite à tragédia. Ao fim de um declive acentuado de mais de dois quilômetros, motoristas — muitos deles desconhecedores do trecho — são confrontados com uma rotatória de curvas fechadas que ignora as leis da física para veículos de carga pesada. Quando ocorre uma falha mecânica, como a pane de freio registrada hoje, o traçado da pista não oferece área de escape, mas sim um ponto de colisão inevitável com o tráfego urbano e suburbano de Piedade.
Medidas urgentes:
Revisão Imediata do Traçado: A urgência de uma obra de engenharia que retifique o fluxo da rodovia, eliminando as curvas em "S" que estrangulam o tráfego no fundo de uma descida íngreme.
Implantação de Dispositivos de Segurança: A instalação imediata de áreas de escape (caixas de brita/cinasita) antes da chegada ao trevo, recurso padrão em rodovias com serras e declives longos para conter veículos sem freio.
Sinalização de Emergência: Reforço na sinalização vertical e horizontal, com alertas sonoros e luminosos que preparem o condutor para o perigo iminente.
Cronograma de Obras: A apresentação de um plano de metas transparente para a modernização deste entroncamento, que serve como rota vital entre o interior de São Paulo e o Sul do país (BR-116).
Não se pode mais tratar as mortes na SP-79 como "fatalidades". Quando a infraestrutura é deficiente e o risco é conhecido, a omissão torna-se responsabilidade. A vida dos piedadenses e de todos que trafegam por esta região não pode esperar por prazos burocráticos infindáveis.
A sociedade civil de Piedade aguarda um posicionamento oficial e, acima de tudo, atitudes concretas.








