A morte do bebê Alessandro Gabriel de Sousa Silva, ocorrida em 13 de março de 2026 no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), intensificou as investigações sobre o atendimento recebido pela criança, que já era alvo de apuração pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Alessandro nasceu prematuro em 1º de dezembro de 2025 e permaneceu na UTI Neonatal do CHS desde então.
Durante o período de internação, os paus descobriram que o bebê havia sofrido uma fratura nos braços. Segundo a família, a equipe médica informou sobre a lesão apenas após os pais notarem o braço enfaixado, sem fornecer detalhes claros sobre a causa ou o momento do ocorrido.
Boletins de Ocorrência (B.O.)
No dia 20 de fevereiro, a mãe registrou o primeiro B.O. por lesão corporal de autoria desconhecida.
Pós-óbito: O pai registrou um novo boletim de ocorrência após o falecimento da criança na quinta-feira (13).
Causa da Morte: O atestado de óbito cita "sépsia tardia", decorrente de complicações como má formação intestinal e doença metabólica óssea.
Investigação e Providências
O caso chegou ao Ministério Público por meio de representação do vereador Ítalo Gabriel Moreira (União Brasil), que solicitou:
- Envio do prontuário médico completo, exames e relatórios de evolução.
Informações do Núcleo de Segurança do Paciente sobre possíveis eventos adversos.
Avaliação de uma auditoria médica independente para analisar a conduta hospitalar e as circunstâncias da fratura.
Posicionamento das Partes
Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS): Lamentou o óbito, afirmou ter prestado acolhimento e esclarecimentos à família e informou que instaurou uma apuração interna, além de já ter enviado dados técnicos ao MP-SP.
Ministério Público: Até o fechamento da reportagem do Jornal Cruzeiro Sul, não havia se manifestado sobre o estágio atual da investigação.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul do Sul
