O mercado de hortaliças na capital paulista tem nomes e endereços certos quando o assunto é coentro.
Dados recentes da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) revelam que os municípios de Piedade e Ibiúna são os verdadeiros gigantes do setor. Juntas, as duas cidades respondem por mais de 90% de todo o coentro comercializado no entreposto.
Piedade lidera o ranking com 47,6% da participação, seguida de perto por Ibiúna, com 43,6%. O protagonismo da região reforça a força da agricultura paulista, que detém 99,9% da origem do produto comercializado na Ceagesp, restando apenas 0,1% para o estado de Minas Gerais.
Força da Agricultura Familiar
O coentro destaca-se como um produto de grande relevância econômica, servindo como base de sustento para diversas famílias no campo. Por possuir um ciclo de cultivo curto, variando entre 30 e 60 dias, a hortaliça permite um giro rápido de produção e capital para o agricultor.
Para o sucesso da colheita, o cultivo exige condições específicas:
- Clima: Preferência por regiões de clima quente.
- Solo: Terrenos com boa fertilidade, profundos e bem trabalhados.
- Drenagem: Solos bem drenados e com alta exposição à luz solar.
Balanço de Mercado em 2025
No último ano, a comercialização da erva aromática atingiu a marca de 3.088,25 toneladas. Embora disponível durante todo o ano, o período de pico na oferta e nas vendas concentra-se entre os meses de março e maio, época em que o produto ganha ainda mais espaço nas gôndolas e feiras.
Versatilidade: Da Gastronomia à Farmácia
Além do impacto financeiro, o coentro é celebrado por suas propriedades nutricionais e aplicações terapêuticas. Rico em vitaminas A, C e K, a hortaliça possui alto teor de água e minerais essenciais, como ferro, potássio, magnésio e cálcio.
Saúde e Sabor: A presença de óleos essenciais como o linalol e compostos antioxidantes (flavonoides) confere ao coentro um papel importante na prevenção do envelhecimento celular.
Na culinária, é o tempero indispensável em pratos com peixes, frutos do mar, molhos, vinagretes e caldos. Já no campo científico, suas propriedades estomáquicas e carminativas (que auxiliam na digestão) são aproveitadas por farmacopeias europeias para a produção de medicamentos fitoterápicos.
